Informações na posse do «Canal de Moçambique» apontam para o desaparecimento de 8 milhões de meticais da escola, 8 computadores e 400 sacos de cimento de construção, também pertencentes à escola, onde José Alberto Mazive, director da escola, é o indiciado. Mazive não recusa nem confirma o desaparecimento deste material, e não comenta o seu envolvimento no caso, apenas afirma: “a inspecção da educação está a fazer o seu trabalho, vamos esperar pelo relatório final”.
Fonte ligada à Escola Secundária Josina Machel (ESJM), uma das maiores instituições públicas de ensino secundário da cidade de Maputo e do país, informou o «Canal de Moçambique» sobre um alegado desaparecimento de oito (8) milhões de meticais do fundo escolar, seis (6) computadores novos doados à escola pela Primeira-dama de Portugal, aquando da sua recente visita a Moçambique e do desvio de 400 sacos de cimento destinados à reabilitação em curso daquele estabelecimento de ensino que está a cair aos bocados. A mesma fonte confidenciou-nos ainda que “José Alberto Mazive”, director da referida instituição, desde Fevereiro do corrente ano, “é o responsável pelo desaparecimento dos fundos e bens da escola” e acrescentou que “a Polícia de Investigação Criminal (PIC) ao nível da cidade de Maputo e a Inspecção do Ministério da Educação (MEC) estão a investigar o director da escola, pelo seu alegado envolvimento no desaparecimento dos bens e fundos da escola”.
Guardas confirmam ocorrência de roubo
Dois agentes de guarnição da referida escola contactados pelo autor deste artigo ao comentarem o assunto disseram o que sabem em relação com o caso aqui exposto e revelaram ter conhecimento do “desaparecimento de computadores”. “Já ouvi falar sim do desaparecimento de alguns computadores da escola, mas…”, disse reticente um dos guardas da escola, que pediu anonimato. Outro guarda da Escola Secundária Josina Machel, chegou a dizer que “dois dos meus colegas foram chamados na direcção para falarem sobre o desaparecimento de bens da escola, mas eu não posso dizer mais nada”. Este homem da segurança da escola, à semelhança do seu companheiro ouvido antes dele, também apelou reiteradamente para que ocultássemos a sua identidade.
Polícia diz não ter conhecimento do caso
Pedro Cossa, porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), abordado pelo «Canal de Moçambique» para se pronunciar sobre o caso acima descrito, e que alegadamente “está sendo investigado pela PIC”, disse ainda não ter conhecimento do mesmo. “Ainda não tenho conhecimento deste caso”, disse Cossa ao jornalista deste diário e acrescentou: “vou procurar informar-me sobre o caso depois lhe dou mais pormenores”. Só que até ao fecho desta edição ainda não tínhamos recebido nenhuma informação vinda desta fonte policial.
Vice-ministro da Educação "dribla-nos" e distancia-se do caso
O Dr. Luís Covane, vice-ministro da Educação e Cultura (MEC), contactado pelo «Canal de Moçambique» para dizer o que sabe sobre o alegado desaparecimento de bens da escola secundária Josina Machel e que envolve, como alegam várias fontes, o seu director-geral, prometeu-nos informar-se “com a inspecção para depois fornecer dados colhidos concretos”. Porém, passado um dia após o contacto com Covane, este, ao invés de “fornecer dados da inspecção” como havia prometido, encaminhou-nos ao director de Educação e Cultura da Cidade de Maputo (DECC), Dr. Gideão.
Gideão confirma haver trabalho de inspecção na ESJM mas diz não saber da sua
motivação
Já em contacto com o director da DECC, Dr. Gideão, este afirmou ter conhecimento de haver trabalho de inspecção na «Josina», mas disse não ter pormenores. “Sei que a inspecção do MEC está a fazer um trabalho na «Josina Machel», mas não sei porquê”, disse o director de Educação e Cultura da Cidade de Maputo, acrescentando que “isso é tudo quanto sei acerca do assunto”. Questionado sobre se sabia do desaparecimento de bens da escola, Gideão afirmou: “nada mais sei, apenas sei que a inspecção do ministério estás a fazer trabalho na Josina Machel”. A fonte que nos foi indicada pelo vice-ministro da educação para nos esclarecer sobre o caso da «Josina Machel» nada mais teve para esclarecer o «Canal de Moçambique».
José Mazive não nega nem confirma seu envolvimento
Já em contacto com a personagem que é indicada como sendo a principal figura do caso, o director da ESJM, este não confirmou nem recusou o seu alegado envolvimento no desaparecimento de bens e fundos da escola. “Prefiro não comentar sobre isso. Vamos deixar a equipa da inspecção trabalhar” disse Mazive em contacto telefónico com o autor deste artigo. Questionado sobre a motivação da inspecção, isto é da equipa do ministério que está a trabalhar junto da instituição que dirige, Mazive respondeu-nos nos seguintes termos: “Estou a ver somente a inspecção a trabalhar. Penso que é mais uma inspecção de rotina. Não fui avisado de nada”. Numa insistência do repórter, que queria saber se haveria algo desaparecido na escola, Mazive disse: “És a segunda pessoa que me fala sobre este caso, mas eu prefiro não comentar porque não sei de nada”. Insistindo ainda sobre se a primeira-dama de Portugal havia doado computadores à escola, aquando da sua última estadia em Moçambique, e se podia dizer quantos e onde estão tais computadores, Mazive insistiu em não esclarecer nada. “Desculpe, mas já disse que prefiro não falar deste assunto. Vamos deixar a inspecção trabalhar”, disse Alberto Mazive.
Nunca fui notificado pela PIC
Em mais uma insistência extrema, o jornalista do «Canal de Moçambique» questionou ao director da «Josina Machel» se havia sido notificado pela PIC para esclarecer este caso relacionado com o desaparecimento de fundos e bens escolares. Respondeu da seguinte forma: “Nunca fui notificado pela PIC, em toda a minha vida” A terminar o director da Escola Secundária Josina Machel, disse estar disponível para esclarecer tudo quanto sabe acerca deste assunto, depois do trabalho da inspecção ter terminado. Oportunamente contamos voltar ao assunto para novos esclarecimentos. Para já fica-se entre o que consta e as versões de todas as partes que poderiam ter algo a dizer sobre este caso.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Líder do ANC sul-africano duvida que segunda volta das presidenciais será livre e justa

Jacob Zuma, líder do ANC, partido no poder na África do Sul, disse duvidar que a segunda volta das eleições presidenciais do Zimbabué serão livres e justas. Em declarações à agência de notícias Reuters, Zuma disse se o pleito eleitoral do próximo dia 27 for livre, as pessoas poderiam gabar-se de terem sido "bafejadas pela sorte". As declarações de Zuma foram proferidas quando o chefe de Estado da África do Sul, Thabo Mbeki, preparava-se para um encontro com o chefe do regime da ZANU-PF em Harare. Um porta-voz da Presidência da Republica sul-africana não deu pormenores quanto ao tema das discussões entre Mbeki e o universalmente detestado chefe do regime da ZANU-PF. Presume-se que o presidente sul-africano tenha tentado persuadir Mugabe a desistir de tentativas de última hora para se manter no poder, numa altura em que as condenações da sua desastrosa política surgem de todos os quadrantes, envolvendo figuras políticas, líderes religiosos, sindicalistas, académicos, activistas dos direitos humanos, jornalistas, diplomatas e até mesmo conhecidas personalidades que até há bem pouco estavam do lado de um regime alicerçado na fraude eleitoral. Aumentam de intensidade as pressões exercidas sobre os Estados membros da SADC, organismo que em princípio deveria colocar-se na dianteira dos que estão apostados na consolidação da democracia na região Austral do continente africano. As federações sindicais da África Austral, reunidas na sede da Organização Internacional do Trabalho em Genebra, adoptaram uma lista de 11 pontos para solução da grave crise política prevalecente no Zimbabwe, corolário da política preconizada pelo regime liderado por Robert Mugabe. O chefe da missão de observadores do Parlamento Pan-Africano, Marwick Khumalo, disse ontem ter tomado conhecimento de casos dramáticos de violência política que ocorrem em diversas zonas do Zimbabwe. Khumalo referiu que a situação era de tal modo grave que contrastava com os incidentes ocorridos durante a campanha eleitoral que antecedeu o escrutínio de 29 de Março último. Com o descaro que lhe é peculiar, Mugabe tenta agora passar de algoz a vítima da violência orquestrada pelo seu próprio regime. Num comício político realizado na passada segunda-feira, Mugabe ameaçou mandar prender os líderes da oposição por, alegadamente, serem os responsáveis pela onda de violência e intimidação política que ameaça submergir todo o país. As verdadeiras vítimas são, efectivamente, todos aqueles conotados com o maior partido da oposição, o Movimento para a Mudança Democrática, e que nas últimas eleições arredou a ZANU-PF do poder. Os casos documentados por associações de médicos, instituições dos direitos humanos e organizações religiosas demonstram que o rapto, o assassinato, a tortura, as prisões arbitrárias de membros e simpatizantes do MDC e a repressão movida contra pacíficos aldeões das zonas rurais do Zimbabué ostentam o timbre de um regime que, por índole, desrespeita os mais elementares direitos dos cidadãos, e que recorre à fraude para se manter no poder contra a vontade da esmagadora maioria do povo zimbabueano.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Agente da PIC detido na província de Maputo
Em mais uma atitude que ilustra a conivência de alguns agentes das forças policias moçambicanas com o sub mundo do crime, facto que acaba fragilizando os esforços da corporação no seu todo no combate à criminalidade, um agente da Polícia de Investigação Criminal (PIC) afecto na 6ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Machava, província de Maputo, ilibou um indivíduo que exercia actividade médica clandestina em sua residência, em troca de oito mil (8.000.00) meticais de suborno. O facto foi revelado ontem pelo porta-voz do Comando Geral da PRM, Pedro Cossa, em briefing com a imprensa, que acrescentou que tal agente, identificado pelo nome único de Alcides, "encontra-se agora detido na mesma 6ª Esquadra, onde exercia a sua actividade". Pedro Cossa que foi muito reticente para fornecer à Imprensa mais dados relacionados com este caso, disse que "o agente detido é pertencente à PIC e trabalhava na 6ª esquadra na área de investigação há muitos anos". O porta-voz do comando geral, apesar da insistência da imprensa, recusou-se a fornecer o nome completo do agente detido, assim como não explicou em que circunstâncias ocorreu a detenção do agente, nem informou sobre o nome do enfermeiro clandestino. Entretanto, Pedro Cossa disse que a actividade clandestina exercida pelo tal enfermeiro havia sido denunciada pela população local, mas o agente Alcides tratou de "ilibar o criminoso em troca de valores monetários". Dados do Comando Geral da PRM indicam que na semana de 07 a 13 de Junho corrente, foram registados em todo o país 213 casos criminais. Ainda segundo Pedro Cossa "houve uma redução em comparação com o mesmo período do ano transacto: registou-se 267 casos". Mas Cossa admite que "aumentaram os casos considerados violentos", isto é, assaltos à mão armada e homicídios. Na semana em alusão, a polícia registou em todo o país 15 casos envolvendo roubos com arma de fogo, onde a região de grande Maputo lidera a lista das ocorrências com 9 casos. Registaram-se ainda assassinatos e homicídios voluntários, com 3 indivíduos a perderem a vida assassinados por criminosos. Quanto à “resposta policial”, ou seja, os “casos esclarecidos”, segudno o porta-voz da PRM, “equivale à 68 por cento”. Em conexão com os crimes registados em todo o país, foram detidas 658 pessoas, que vão engrossar a listas dos já existentes nas cadeias moçambicanas já a abarrotar e sujeitas a uma ruptura que pode de um momento para o outro tornar-se fatal. De acordo com Pedro Cossa os acidentes de viação ceifaram a vida de pelo menos 31 pessoas, contra 26 do mesmo período do ano anterior e deixaram 48 feridos graves e 105 feridos.
Criminosos matam e arrancam malas de dinheiro da «Alfa Segurança»

Numa situação que pode ser descrita como "exibição da superioridade dos criminosos perante as forças de segurança policiais e privadas na cidade de Maputo", assaltantes à mão armada mataram e feriram agentes da empresa privada de segurança «Alfa», na manhã de ontem, em pleno Aeroporto Internacional de Maputo, o maior do País, tendo-se apoderado de malas, não quantificadas, contendo elevadas somas de dinheiro pertencentes a esta empresa, que na altura estavam a ser descarregadas no local, com destino a serem embarcadas num voo para as províncias de Nampula e Niassa, no norte do País, com finalidade de pagamento de salários dos trabalhadores da «Alfa Segurança», informou a Polícia da República de Moçambique (PRM), através do porta-voz do Comando Geral, Pedro Cossa. Segundo Pedro Cossa, "o valor era transportado em uma viatura blindada da empresa e estava na companhia de seis agentes da «Alfa Segurança», dos quais um foi assassinado e outro gravemente ferido, encontrando-se este no momento a receber cuidados intensivos no Hospital Central de Maputo e os restantes quatro estão detidos pela Polícia para averiguações", disse. Cossa acrescentou que os agentes de segurança da Alfa que transportavam o valor assaltado, "não observaram as medidas de segurança recomendadas para o acto de transporte de valores e a empresa não havia alertado a polícia que iria transportar elevadas somas de dinheiro". "Os agentes que transportavam o dinheiro violaram algumas regras de segurança ao descarregarem as malas no portão do aeroporto, enquanto se recomenda a fazer descarregamentos de elevadas somas de dinheiro na porta do avião", disse Pedro Cossa justificando a detenção dos agentes sobreviventes do assalto. Os meliantes que perpetraram o assalto, segundo a fonte da polícia, "eram ao todo quatro, fazendo-se transportar numa viatura", de características não descritas "e já se encontravam à espera no local quando a viatura da «Alfa» estacionou para descarregar dinheiro". Esta situação, segundo Pedro Cossa, "mostra que os meliantes já estavam informados sobre o desembarque de dinheiro naquele local àquela hora, o que remete logo à situação de conivência de alguns funcionários da empresa" lesada. Pedro Cossa recordou que é pela segunda vez que, em menos de duas semanas, que viaturas de transporte de valores da «Alfa» sofrem assaltos na cidade de Maputo. Disse ainda que o "primeiro caso ainda não foi esclarecido". Para este caso, a Polícia disse estar a "fazer trabalho de investigação com o fim de descobrir alguma pista dos assaltantes". Contudo, o certo é que mais uma vez, a onda de assaltos à mão armada voltou a tomar conta da cidade de Maputo, colocando em pânico os residentes e transeuntes desta cidade, pois os criminosos agora desafiam as empresas de segurança e, neste caso, em pleno aeroporto internacional, onde a Polícia tem a operar apenas agentes com ar de serem muito novos na actividade e sem preparação adequada para se confrontarem com quem possa por em causa a segurança daquelas instalações. A acrescentar dizer apenas que a cidade de Maputo esteve ontem a ser patrulhada por contingentes fortemente armados da Polícia de Intervenção Rápida que se faziam acompanhar de elementos da Polícia de Protecção apetrechados de coletes e de AK-47 em punho, em atitude de prontidão combativa, emprestando um ar anormal à capital do país.
terça-feira, 17 de junho de 2008
«MOZA BANCO» não será um banco a retalho

A MOZA BANCO é um banco comercial. Nós não vamos ser um banco de retalho com balcões em toda a parte. Iremos focalizar a nossa atenção em servir o cliente e gerir as oportunidades que o mesmo nos oferecer” – António de Almeida Matos, Administrador do «MOZA BANCO» O «Moza Banco» apresentou-se como um banco que “vai dedicar-se a todas as transacções permitidas por lei aos bancos universais” que “nesta fase inicial dará ênfase ao Corporate e ao Investment Banking” mas que “até Outubro próximo pretende inaugurar novas instalações na cidade de Maputo para realizar operações de private banking, para a gestão de activos de clientes”.
Ontem, dia em que a moeda moçambicana, o Metical, celebrava mais um ano em circulação, nada mais do que o seu 28.º aniversário, o «Moza Banco» apareceu a anunciar o início de actividade com sede numa velha residência, em frente da igreja da Polana, conhecida até aqui como propriedade de Jacinto Veloso. A cerimónia solene aconteceu à tarde mas a manhã foi preenchida por uma conferência de imprensa de cujo painel fizeram parte Prakash Ratilal, PCA da nova instituição financeira, e Jorge Ferro Ribeiro, presidente da Comissão Executiva da Geocapital e investidor português parceiro de Stanley Ho um conhecido empresário chinês com interesses em diversos sectores de actividade, dos quais se destacam o jogo e outros segmentos da industria de entretenimento, turismo, transportes marítimos e aéreos, imobiliária e finança. O «Moza Banco» apresentou-se como um banco que “vai dedicar-se a todas as transacções permitidas por lei aos bancos universais” que “nesta fase inicial dará ênfase ao Corporate e ao Investment Banking” mas que “até Outubro próximo pretende inaugurar novas instalações na cidade de Maputo para realizar operações de private banking, para a gestão de activos de clientes”. “A médio e longo prazos, o «Moza Banco» tem como meta abrir duas filiais provinciais ou distritais por ano”. Prakash Ratital esclareceria que o banco que acaba de se instalar e a cujo Conselho de Administração preside não vai ser um banco de desenvolvimento como se chegou a especular. Vai ser antes um puro banco comercial e de investimentos que se apresenta como “a expressão da confluência de interesses empresariais associados «à Moçambique Capitais, SA», sedeada na cidade de Maputo, e a Geocapital, com sede em Macau. Foi ainda anunciado que fazem parte do grupo de accionistas 218 moçambicanos e entidades legalmente autorizadas a operar em Moçambique. A Geocapital, SA, o parceiro âncora, é um nome a que se encontra geralmente associado o jurista luso e actual presidente do Partido Socialista português, Almeida Santos. Foi apresentada na circunstância como a convergência expressão de interesses empresariais localizados no sudoeste da Ásia, com destaque para Macau e Hong Kong, importantes praça financeiras mundiais sob soberania da República Popular da China, e o conhecido investidor Stanley Ho, a «Shun Tak Holdings» e o «Seng Heng Bank» um dos mais relevantes grupos do continente asiático. O «Moza Banco» diz que hoje o seu capital social é de 12,5 milhões de dólares americanos, “dos quais dois terços já se encontram realizados”. O “capital social autorizado, em meticais, é equivalente a 15 milhões de USD, com maioria moçambicana”. O PCA Prakash Ratilal referiu a propósito que o nos próximos dez anos a intenção do banco é aumentar o seu capital e “investir no país de forma continua e consistente”. António de Almeida Matos, um dos administradores do «Moza Banco» falando em exclusivo ao «Canal de Moçambique», disse a instituição ontem inaugurada “vem dar mais robustez ao mercado financeiro em Moçambique e tem como novidade o facto de iniciar com o capital de 15 milhões de dólares, dos quais, 51% são detidos por entidades radicadas em Moçambique”. Ainda de acordo António de Almeida Matos, o banco irá procurar apoiar a área de investimentos, desenvolvendo negócios para o crescimento económico de Moçambique. “Faremos uma gestão muito cuidada e ética de modo a ter um atendimento dedicado ao nosso cliente”, frisou. Matos disse também que pelo facto de se tratar de um banco “mais pequeno” estará capaz de prestar “mais atenção a cada um dos nosso cliente”. “Nós não vamos ser um banco a retalho com balcões em toda a parte. Vamos ter que focalizar a nossa atenção em servir e gerir as oportunidades que o cliente nos oferecer”. Por outro lado, António de Almeida Matos disse que “o «MOZA BANCO» é um banco que se vai enquadrar na legislação existente em Moçambique e irá procurar apoiar novos projectos que estejam virados para impulsionar o ambiente de negócios”. Almeida Matos definiu MOZA BANCO como “um banco comercial e empresarial”. “Não é um banco de Desenvolvimento”. Quanto à falta de crédito de que se queixam empresas e indivíduos e sempre que surge um novo banco na praça é uma das principais expectativas Matos salientaria que “a capacidade de as pessoas apresentarem as garantias necessária para que se lhes seja concedida o crédito é que não existe”. “O negócio dos bancos é emprestar dinheiro mas tem que ter garantias de reembolso, o que nem sempre acontece”, frisa. Na óptica de António de Almeida Matos “alguns problemas que a nossa sociedade enfrenta no aceso ao crédito devem ser resolvidos por outro tipo de bancos”. Vai daí aponta que os bancos de desenvolvimentos é que devem ter esse papel, pois, “tem apoios financeiros internacionais especiais, com juros muito baixos para também poderem emprestar o seu dinheiro a juros muito baixos”. Por seu turno, o Governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, disse a jornalistas que a «MOZA BANCO» veio juntar-se aos vários já existentes para o cumprimento dos três objectivos traçados pelo Governo no sector financeiro: “a abrangência, a diversificação a e acessibilidade”. Na vertente da abrangência, Gove salientou que há necessidade dos bancos chegarem “aos sítios mais recônditos do País, onde existe população a trabalhar e a criar riqueza” pois “essa população precisa de instituições de crédito que lhes sejam acessíveis”. Gove viria ainda a considerar que “em Moçambique é preciso haver concorrência entre os bancos para possibilitar a tendência de baixa de preços/juros no que diz respeito ao acesso a créditos”. “É preciso também continuarmos a assegurar a estabilidade macroeconómica, o que temos estado a conseguir apesar de muitas adversidades, sobretudo as provenientes de fora e que têm a ver com os choques externos nos preços dos cereais e dos combustíveis”, alegou a dado passo o governador do Banco Central, Ernesto Gove. De referir a terminar que durante a governação dirigida por Samora Machel, o PCA do «Moza Banco», Prakash Ratital, foi governador do Banco de Moçambique.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Mão capaz de movimentos complexos e independentes dos dedos é o dispositivo protésico mais avançado do mercado.
A prótese biónica mais avançada do Planeta à disposição dos consumidores há quase um ano - embora não tenha ainda representante em Portugal -, foi galardoada com um dos maiores prémios para Investigação e Desenvolvimento (I&D) do Reino Unido.
O reconhecimento público da mão artificial, que consegue simular movimentos de um realismo inédito, ocorreu no início da semana passada com a atribuição, em Londres, do prémio MacRobert, da prestigiada Academia Real de Engenharia. O dispositivo protésico, denominado i-LIMB, que comporta cinco dedos autónomos, foi já aplicado em mais de 200 pessoas a título experimental, incluindo soldados norte-americanos que perderam membros durante a guerra do Iraque. O milagre começou a ser desenvolvido na Escócia, em 1963, no âmbito de um projecto para auxiliar crianças afectadas pela talidomida - que se caracteriza pelo atrofia dos membros -, tendo começado a ser comercializado em Julho de 2007 e produzido por uma empresa do Reino Unido sediada em Mid Calder, Livingston, denominada Touch Bionics. Um dos primeiros beneficiários do invento, que sofreu uma amputação quádrupla, Ray Edwards, confessou à BBC que "quando o braço (protésico) foi colocado, as lágrimas rolaram-me pelo rosto. Foi a primeira vez, em 21 anos, que vi uma mão a abrir-se", afirmou, referindo-se ao próprio membro. "Posso segurar numa caneta e fazer muitas coisas que antes me eram impossível", garantiu. A mão i-LIMB corporiza um conceito delineado pelos investigadores da NHS. "A mão tem duas característica únicas", explicou Stuart Mead, administrador da Touch Bionics. "A primeira é que tem um motor em cada dedo, o que significa que cada qual é comandado e articulado independentemente" referiu. "O segundo é que o polegar se pode mover num ângulo de 90 graus, tal e qual um dedo humano. O dispositivo é a primeira prótese que simula tanto a forma como a função da mão humana", garantiu. Não obstante outras empresas e organizações terem já desenvolvido mãos mais avançadas, como a Agência Espacial norte-americana (Nasa) e ao departamento de investigação militar dos EUA, a Darpa, "todas elas são protótipos - só a nossa está comercialmente disponível", disse Mead, referindo que a mão não exige cirurgia para ser aplicada no coto dos pacientes, graças a dois eléctrodos aplicados na pele que absorvem os sinais mioeléctricos". Tais impulsos são gerados pela contracção das fibras musculares no corpo. "Eles são usados pelo computador nas costas da mão, que faz duas coisas: interpreta esses sinais e controla a mão", afirmou.
A prótese biónica mais avançada do Planeta à disposição dos consumidores há quase um ano - embora não tenha ainda representante em Portugal -, foi galardoada com um dos maiores prémios para Investigação e Desenvolvimento (I&D) do Reino Unido.
O reconhecimento público da mão artificial, que consegue simular movimentos de um realismo inédito, ocorreu no início da semana passada com a atribuição, em Londres, do prémio MacRobert, da prestigiada Academia Real de Engenharia. O dispositivo protésico, denominado i-LIMB, que comporta cinco dedos autónomos, foi já aplicado em mais de 200 pessoas a título experimental, incluindo soldados norte-americanos que perderam membros durante a guerra do Iraque. O milagre começou a ser desenvolvido na Escócia, em 1963, no âmbito de um projecto para auxiliar crianças afectadas pela talidomida - que se caracteriza pelo atrofia dos membros -, tendo começado a ser comercializado em Julho de 2007 e produzido por uma empresa do Reino Unido sediada em Mid Calder, Livingston, denominada Touch Bionics. Um dos primeiros beneficiários do invento, que sofreu uma amputação quádrupla, Ray Edwards, confessou à BBC que "quando o braço (protésico) foi colocado, as lágrimas rolaram-me pelo rosto. Foi a primeira vez, em 21 anos, que vi uma mão a abrir-se", afirmou, referindo-se ao próprio membro. "Posso segurar numa caneta e fazer muitas coisas que antes me eram impossível", garantiu. A mão i-LIMB corporiza um conceito delineado pelos investigadores da NHS. "A mão tem duas característica únicas", explicou Stuart Mead, administrador da Touch Bionics. "A primeira é que tem um motor em cada dedo, o que significa que cada qual é comandado e articulado independentemente" referiu. "O segundo é que o polegar se pode mover num ângulo de 90 graus, tal e qual um dedo humano. O dispositivo é a primeira prótese que simula tanto a forma como a função da mão humana", garantiu. Não obstante outras empresas e organizações terem já desenvolvido mãos mais avançadas, como a Agência Espacial norte-americana (Nasa) e ao departamento de investigação militar dos EUA, a Darpa, "todas elas são protótipos - só a nossa está comercialmente disponível", disse Mead, referindo que a mão não exige cirurgia para ser aplicada no coto dos pacientes, graças a dois eléctrodos aplicados na pele que absorvem os sinais mioeléctricos". Tais impulsos são gerados pela contracção das fibras musculares no corpo. "Eles são usados pelo computador nas costas da mão, que faz duas coisas: interpreta esses sinais e controla a mão", afirmou.
Novo fato vai vestir futuros astronautas

NASA já se decidiu por um modelo que vai substituir o fato actualmente usado pelos astronautas e que terá duas versões. Estas serão especialmente desenhadas para servir as missões do programa Constellation, que levará de novo o Homem à Lua.
Uma empresa, naturalmente norte-americana, ganhou o concurso para a concepção e fabrico do novo fato para astronautas . A NASA vai pagar por isso mais de 1,1 mil milhões de euros. A encomenda inclui também o fabrico das botas. São muitos os requisitos para aquilo que pode ser considerado um equipamento complexo e que se destina a diversas funções, entre elas passeios espaciais e caminhadas na superfície da Lua. Neste último caso, deverá incluir a hipótese de serem substituídos alguns componentes. Os fatos agora usados pelos astronautas não foram concebidos para caminhar no nosso satélite mas para flutuar no espaço num ambiente em que também não há gravidade. A NASA pediu que fosse aumentada a liberdade de movimentos comparativamente aos fatos actuais e que os conjuntos exigissem o mínimo de manutenção, já que as missões podem ser prolongadas. As viagens e estadas na Estação Espacial Internacional serão outras das utilizações previstas para os novos modelos. Os fatos terão que estar prontos antes de 2015, uma das metas apontadas para que a NASA empreenda o lançamento da nova cápsula Orion, destinada a substituir os vaivém. O retorno à exploração da Lua tem tido como calendário inscrito o ano de 2020. A última vez em que um ser humano deu um passeio lunar foi já em 1972, no decorrer de uma missão da nave Apollo 17. A encomenda contempla o fornecimento até quatro fatos para uso na Lua e seis fatos para astronautas que se dirijam à Estação Espacial Internacional. Mas a NASA não fica pela encomenda de fatos espaciais ao preparar as duas próximas décadas da exploração espacial. Ao longo da última semana, sete dos seus centros e departamentos de investigação universitários testaram protótipos concebidos para múltiplas finalidades num ambiente adverso, em dunas perto do Lago Moses, Washington. As elevadas temperaturas e a consistência do solo muito variável permitiram verificar as condições de funcionamento de veículos experimentais. Quase todos estes protótipos foram concebidos para uso na Lua ou nas viagens de e para o nosso satélite. Trata-se de pequenos veículos robotizados, "rovers" de carga para a superfície lunar e guindastes para movimentação de cargas também em ambiente lunar., bem como um modelo de escavadora. Tudo visando o programa Constellation.
Uma empresa, naturalmente norte-americana, ganhou o concurso para a concepção e fabrico do novo fato para astronautas . A NASA vai pagar por isso mais de 1,1 mil milhões de euros. A encomenda inclui também o fabrico das botas. São muitos os requisitos para aquilo que pode ser considerado um equipamento complexo e que se destina a diversas funções, entre elas passeios espaciais e caminhadas na superfície da Lua. Neste último caso, deverá incluir a hipótese de serem substituídos alguns componentes. Os fatos agora usados pelos astronautas não foram concebidos para caminhar no nosso satélite mas para flutuar no espaço num ambiente em que também não há gravidade. A NASA pediu que fosse aumentada a liberdade de movimentos comparativamente aos fatos actuais e que os conjuntos exigissem o mínimo de manutenção, já que as missões podem ser prolongadas. As viagens e estadas na Estação Espacial Internacional serão outras das utilizações previstas para os novos modelos. Os fatos terão que estar prontos antes de 2015, uma das metas apontadas para que a NASA empreenda o lançamento da nova cápsula Orion, destinada a substituir os vaivém. O retorno à exploração da Lua tem tido como calendário inscrito o ano de 2020. A última vez em que um ser humano deu um passeio lunar foi já em 1972, no decorrer de uma missão da nave Apollo 17. A encomenda contempla o fornecimento até quatro fatos para uso na Lua e seis fatos para astronautas que se dirijam à Estação Espacial Internacional. Mas a NASA não fica pela encomenda de fatos espaciais ao preparar as duas próximas décadas da exploração espacial. Ao longo da última semana, sete dos seus centros e departamentos de investigação universitários testaram protótipos concebidos para múltiplas finalidades num ambiente adverso, em dunas perto do Lago Moses, Washington. As elevadas temperaturas e a consistência do solo muito variável permitiram verificar as condições de funcionamento de veículos experimentais. Quase todos estes protótipos foram concebidos para uso na Lua ou nas viagens de e para o nosso satélite. Trata-se de pequenos veículos robotizados, "rovers" de carga para a superfície lunar e guindastes para movimentação de cargas também em ambiente lunar., bem como um modelo de escavadora. Tudo visando o programa Constellation.
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