sexta-feira, 4 de julho de 2008

DIÁLOGO ZIMBABWEANO

Feliciano Mata
Só o diálogo pode garantir governação do Zimbabwe - opinam políticos, líderes religiosos e representantes da sociedade civil em Maputo
SÓ o diálogo entre os principais contendores pode travar a espiral de violência e garantir a estabilidade e governabilidade do Zimbabwe, segundo opinaram políticos, líderes religiosos e representantes da sociedade civil ontem entrevistados pelo “Notícias” em Maputo, a propósito do cenário pós-eleitoral que se vive naquele país vizinho, amigo e irmão.
De acordo com as fontes, se as partes, nomeadamente o Presidente Robert Mugabe e o seu partido, a ZANU-PF, e o líder do MDC, Morgan Tsvangirai, entenderem que um Governo de Unidade Nacional (GUN) pode ser a solução para o actual problema que se vive no país, então deverão avançar nessa direcção. O fundamental é que os zimbabweanos assumam esta necessidade.
Porém, Feliciano Mata, deputado da Assembleia da República, considera que nem sempre um Governo de Unidade Nacional é solução do problema, pois a experiência mostrou que nuns casos funciona e noutros não. Afirmou que o clima pós-eleitoral é favorável ao diálogo, a avaliar pelas declarações proferidas das partes nos últimos dias.
“Julgo que um diálogo construtivo pode trazer ambiente de confiança e alicerçar caminhos que ajudem a uma reconciliação efectiva e entendimento entre os zimbabweanos, sobretudo para garantir a governabilidade do país”, disse Feliciano Mata, acrescentando que o que se deve fazer é encorajar os zimbabweanos a criar um ambiente em que as partes em diferendo se entendam e reduzam as suas diferenças em relação aos aspectos fundamentais e de interesse nacional, por forma a garantir um Governo que pode reunificar a família zimbabweana e a reconstrução do país.
Segundo afirmou, o apoio para o estabelecimento do clima de estabilidade pode provir de todas as partes, incluindo os países vizinhos, a mediação e as organizações regionais e continentais. Ressalvou, no entanto, que os apoios que possam ser prestados ao povo zimbabweano não podem constituir receitas que serviram uma determinada situação e foram felizes, pois podem, perfeitamente, não funcionar para o caso vertente.
Aquele parlamentar defendeu que o diálogo a ser travado entre as partes não deve ser condicionado, sendo importante que sejam colocados acima de tudo os interesses nacionais.
“A diabolização deste ou daquele não ajuda. Só o diálogo pode travar qualquer espécie de violência, permitir a governabilidade e criar um ambiente para instituições mais legítimas”, realçou, acrescentando que o que se deve encorajar é uma solução consentânea com a realidade do país.

D. Dinis Sengulane
TEMOS ALGO A DAR

O Bispo dos Libombos, D. Dinis Sengulane, considera que todos nós temos algo a dar para a solução da crise no Zimbabwe, pois ela não só afecta aquele país mas sim toda a região. Disse que as informações que têm sido veiculadas não são abonatórias, pois ainda paira o espectro de violência.
“É preciso encontrar uma saída, que é o diálogo. Os irmãos zimbabweanos estão desavindos, mas é preciso limar as arestas, através do diálogo, que pode ser feito a sós ou com ajuda doutros”, disse.
Frisou que neste momento torna-se importante que as partes em conflito dialoguem sobre a melhor saída para o problema que enfrentam. D. Dinis Sengulane afirmou que está pessoalmente esperançado, mas não optimista, pois, de acordo com as suas palavras, da maneira como as coisas estão a acontecer no Zimbabwe é necessária uma solução “muito séria”. Para o Bispo, não basta que as partes digam que estão pré-dispostas ao diálogo.
Disse que tanto no Quénia como no Zimbabwe não era necessário que os acontecimentos tivessem chegado ao ponto a que chegaram. Trata-se, segundo D. Dinis Sengulane, de situações extremamente embaraçosas quanto é a xenofobia na África do Sul. É preciso repensar no que provavelmente terá falhado.

Sheik Abdul Carimo Sau

RETROCESSO
O curso dos acontecimentos no Zimbabwe levam a que o Sheik Abdul Carimo Sau ache que o país está a recuar em termos de democracia na região. Mas, de acordo com as suas palavras, é uma situação que não vai durar muito tempo, pois vai haver pressão ao regime de Mugabe.
O Sheik Abdul Carimo disse categoricamente que se vislumbra um regime ditatorial no Zimbabwe, facto que não vai permitir o desenvolvimento do país. De acordo com as suas palavras, a maior parte dos países do mundo não concordou com a forma como Robert Mugabe foi reconduzido ao poder. Por consequência, prevêem-se tempos de tensão política e económica.
Sobre o cenário pós-eleitoral, disse que a qualquer momento pode eclodir violência, pois não acredita que Mugabe e Tsvangirai e os respectivos partidos políticos possam dialogar. Sheik Abdul Carimo afiançou que se tratou duma situação de fraude aberta, dum regime claramente arrogante, daí a dificuldade para o diálogo.
Afirmou que os “arranjos provisórios”que se tentam estabelecer não têm pernas para andar e que mesmo com um Governo de Unidade Nacional a “máquina governamental não vai andar”.
Acredita que qualquer situação que ocorra no Zimbabwe afecta Moçambique.

INSTABILIDADE AMEAÇA A REGIÃO

A instabilidade no Zimbabwe ameaça a estabilidade na região, segundo defendeu o académico Zefanias Matsimbe, que manifestou receios de que “a moda” pegue na África Austral, pois mesmo com a opinião dos observadores de que as eleições naquele país não foram justas, Robert Mugabe assumiu a liderança.
Para aquele académico, quando se pretende um Governo de Unidade Nacional, se está por outras palavras a dizer que as eleições não resolvem problemas, o que significa que a democracia está em crise.
Zefanias Matsimbe esteve no Zimbabwe como observador. Contou-nos que a situação naquele país é preocupante, pois tem impacto directo no nosso país, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista social. Disse que o nível de violência foi bastante elevado, sobretudo nas zonas rurais.
As organizações que trabalham em assuntos de reconciliação, dentre as quais algumas comunidades religiosas, foram bastante manipuladas ao longo do período precedente à eleição de 27 de Junho. Algumas organizações não-governamentais foram pura e simplesmente banidas. Por isso, Zefanias Matsimbe considera que o caminho da reconciliação no Zimbabwe ainda é longo.
“Não há nenhuma reconciliação que possa provir de fora. Grande parte do processo de reconciliação passa pelos zimbabweanos”, defendeu.

Máximo Dias

RECONCILIAÇÃO É POSSÍVEL

O deputado Máximo Dias considera que uma reconciliação entre os zimbabweanos é possível, desde que as partes tenham o interesse nacional. O advogado defendeu que tanto Mugabe como Morgan Tsvangirai devem chegar a um entendimento.
Disse que a eleição de Robert Mugabe não é válida em termos democráticos e que se Morgan Tsvangirai tivesse concorrido na segunda volta teria ganho, pois a maioria o tinha votado na primeira. Segundo Máximo Dias, o líder do MDC apresentou razões legítimas que democraticamente são aceites, pois não podia concorrer às eleições nas condições psicológicas em que se encontrava depois de tanta pancadaria e prisão.
Como saída para a crise, Máximo Dias indicou que Mugabe deve aceitar que o poder executivo esteja nas mãos de Morgan Tsvangirai. Nesta perspectiva, Robert Mugabe ficaria com o poder presidencial, mas sem direito de veto às leis emanadas do parlamento. Para que isso acontecesse, segundo o deputado, seria necessária uma mexida na Constituição do país.
“Para evitar mais banho de sangue, deve haver uma solução de compromisso. Até pode ser de apenas dois anos e depois voltar-se às eleições. O povo do Zimbabwe não pode continuar a viver aquela situação”, disse Máximo Dias.

NÃO TIRO O CHAPÉU PARA A TELEVISÃO DE MOÇAMBIQUE

Era Segunda-Feira 9 de Junho se não me falha a memória. Estava eu a caminho da minha humilde casa depois de um longo e exaustivo dia de trabalho. Plantado numa das paragens de "chapas" da nossa maravilhosa cidade de Maputo, pronto para enfrentar a terrível batalha diária habitual naquela hora, recebo uma chamada dum número desconhecido mesmo no momento em que finalmente consigo empuleirar-me nas costas do cobrador. Atendo logo de seguida, e para o meu espanto era o apresentador do programa Moçambique em Concerto, programa este que vai ao ar todos os Domingos no canal da nossa bem-amada Televisão de Moçambique.
Gabriel Júnior, muito amavelmente dirigiu-se a mim e formulou um honroso convite para ir ao Moçambique em Concerto no Domingo que se seguia. Bem...estava naturalmente espantado. Nunca tinha imaginado, nem nos meus sonhos mais molhados, receber um convite para uma tão excitante participação naquele famigerado programa televisivo, porque como devem imaginar, eu e o Estado Moçambicano não morremos de amores um pelo outro (a nossa novela já vai a muitos capítulos) e a TVM é um canal controlado pelo estado. Portanto, embora fosse desejo de alguns compatriotas a minha ida aquele programa, cá entre nós, era mais fácil a galinha criar dentes que eu ir parar ali.
Facto é facto, convite recebido, convite aceite. O Gabriel Júnior, de seguida sugeriu que nos encontrassemos antes da minha ida ao programa, encontro esse que aconteceu na Quarta-Feira. Ele falou-me das questões que iria colocar-me e das músicas que gostaria que eu cantasse. Interessante é que o Gabriel não pressionou-me de forma alguma para que eu não fosse eu. Disse que sabia que a minha imagem iria dividir opiniões, mas como o seu programa tem (ou tinha) um carácter imparcial, ele estava disposto a correr o risco, que já tinha autorização da directora de programas e que estavam todas as condições criadas para a minha ida.
O Gabriel Júnior tinha uma nobre intenção, segundo ele, mostar a sociedade moçambicana que o músico Azagaia não é só o crítico, mas também alguém que sonha, chora, ri, apaixona-se e fala sobre isso nos seus temas. Para isso sugeriu que um dos temas que eu cantasse fosse o romântico "Ni ta ku fonela," (faixa nº 9 do álbum Babalaze) tema que ele tem como um dos seus preferidos, e o meu lado crítico seria espelhado pela música "As Mentiras" (faixa nº 4 do álbum Babalaze) .
Chegados aqui, é altura de falar-vos do surpreendente (será?). Qual é o meu espanto quando na Sexta-Feira da semana que eu supostamente iria ao Moçambique em Concerto, a noitinha, liga-me alguém que dizia ser da TVM e produtor daquele programa informando-me que infelizmente eu já não poderia ir naquele domingo ao programa por motivos que nem ele soube explicar claramente. Mas deixou aberta a possibilidade de eu lá ir na edição seguinte. Desliguei o celular, e de seguida mandei uma sms para o Gabriel Júnior a exigir que pelo menos fosse ele a "desconvidar-me". O apresentador respondeu-me dizendo que também estava espantado com o sucedido, mas que eu não deveria preocupar-me pois tudo iria dar certo.
Domingo, vejo outro artista no meu lugar, ligo para o Gabriel Júnior e ele diz-me o seguinte: "Desculpa mano, por não ter te ligado antes, mas o que aconteceu é que, um dos vários administradores da TVM que devia dar a permissão para tua ida ao programa, depois de já ter passado duas vezes o spot publicitário a anunciar-te, exigiu que se cancelasse a pubilicidade e a tua ida, porque diz que não foi consultado. Mas não te preocupes, Segunda-Feira faço uma carta especialmente para ele, anexo a autorização da directora de programas e entre Segunda e Terça-Feira ligo-te a confirmar a tua ida ao programa no próximo Domingo."
Segunda-Feira passou, Terça-Feira passou, Quarta-Feira passou, Quinta-Feira também passou e na Sexta-Feira, data em que escrevo esta carta, oiço dizer que já está passar na TVM a publicidade da ida de outro músico ao Moçambique em Concerto, não eu. Bem, o Gabriel Júnior não me ligou ainda, hoje sexta-feira dia 20 de Junho de 2008 e francamente duvido que ele ligue, acho que já não adianta mesmo, embora um simples pedido de desculpa não faça mal a ninguém.
Dos factos a análise: O tal administrador não autorizou a minha ida ao programa e nem teve conhecimento dela durante os 5 dias úteis da semana, viu a publicidade pela televisão onde trabalha e mandou cancelar por falta de conhecimento. De Sexta-Feira para Domingo, a TVM conseguiu arranjar outro músico para ir no meu lugar, conseguiu o conhecimento e a autorização do tal adimistrador, coisa que não conseguiu em 5 dias úteis da semana para o meu caso. Mesmo que este estranho facto fizesse algum sentido, porquê não fui convidado para o programa da edição seguinte conforme o prometido? Será este programa é realmente merecedor do selo "made in mozambique"? Serei eu estrangeiro do meu próprio país? Será isto censura? Não basta não passarem os meu video clipes? Não me atrevo a responder a tais perguntas, senão ainda corro o risco de ir parar na Procuradoria da Cidade pela segunda vez, quem sabe acusado de defamação e calunia, nunca se sabe! Bem, menino queixoso que sou, venho dizer, mesmo fora do programa: NÃO TIRO O CHAPÉU PARA A TELEVISÃO DE MOÇAMBIQUE E PARA TUDO QUE ELA REPRESENTA.
Mano Azagaia

A pública mCel está a entregar o coelho ao bandido?...aqui se não há cheira gato!

Um dia fiquei a saber que o PCA da mCel, empresa pública de telefonia móvel havia sido exonerado e substituido. Fiquei de boca aberta porque conheço a maxima que diz em equipa ganhadora não se mexe. De facto todo mundo sabe que a empresa pública moçambicana de telefonia móvel vinha dando um "baile" a sua rival privada de origem sul africana. E isso era bom porque significava que o Estado ao invez de estar sempre a olhar para os nossos salários para nos discontar e se financiar ja tinha outras fontes públicas bem rentáveis onde podia "pegar o coelho". Recentemnete reparei também que de noite para dia a agencia publicitária que trabalhava com a mCel, a Golo, havia trocado de lado passando a fazer os "spots tudo-bom da vodacom" e a DDB que era a agencia da Vodacom passou a trabalhar com a mCel e transpareceu que esta tudo bom. Eu me pergunto: alguém quer tramar mCel? Quem? Porque?
Como é que se tira um PCA que mostrou serviço e colocou a mCel como uma empresa altamente competitiva e lucrativa? Que motivo plausível pode justificar a troca duma agencia que mostrou serviço e ajudou a mcel a ter os milhões de clientes por outra que não conseguiu ajudar a sua rival a deixar de ver estrelas? Não sei nada do que está por detrás do que se esta a passar... eu estou apenas a me questinar com base em factos estranhos visíveis que so não ve quem teima em ser cego.

Um dia vi e ouvi um responsável da mcel na stv a dizer que a mCel irria apagar seus spots nos murros e pinta-los como estavam originalmente como forma de contribuir para devolução da beleza das urbes no cumprimento do seu papel social. Estranha mas boa decisão e boa ideia...também achei que era demais e que a urbe estava a virar um panflecto da mcel. Porém, um dia vinha conduzindo e vi uma cena caricata na zona do hospital José Macamo...os muros que antes estavam pintados de amarelo e com escrita "estamos juntos" derepente estavam a mudar de cor para azul, e com a escita "está tudo bom". Quer dizer ao invéz de se retirar os amarelos berrantes e se devolver a pintura original aos murros, parece que a mcel está a ceder voluntariamente as paredes para a sua rival pinta-las de azul...isto não parece estar tudo bom.

Semana passada...eu ia a passar pela portagem e reparei que havia uma equipa a remover as placas publicitárias da mCel...eu disse para mim. A mcel quer reagir a crescente robustez da companhia azul. Pensei que fossem colocar ali outro painel, maior e mais sofisticado para mostrar quem é patrão. Enganei-me. Dois dias depois os paineis publicitários da mCel na portagem haviam sido removidos e substituidos pelos paineis azius da Vodacom...o que é isso? O que esta acontecer com a empresa pública de telefonia móvel? Quem quer tramar a mcel? A mcel também parece não se importar aliás, até parece que está a colaborar e "esta tudo bom". Outro dia recebo uma chamada de um amigo que trabalha no sector público e derepente verifiquei que seu numero embora mantivesse a extensão havia trocado de prefixo. Perguntei se havia visto alguma vantagem em trocar de prefixo e respondeu...é cell do serviço...mandaram-nos trocar...é tudo.

Eu não tenho nada contra o aumento da agressividade e rebustez da empresa privada de telefonia móvel nem questiono seus métodos... É uma epresa e o mercado é uma selva em que cada um pega o seu coelho da forma que melhor lhe convier. O que me incomoda é essa sensação de a empresa publica parece ter decidido colaborar ou deixar a outra andar cedendo seus espaços de imagem e coelhos para a rival...mas faria isso a favor de que e de quem? Cavalherismo empresarial?

O que me preocupa é que a mCel como empresa publica é também minha empresa porque sou contribuinte neste país. Mensalmente, querendo como não, o estado tira parte de meu suor (salario em forma de IRPS e INSS) para engrossar o seu orçamento. Se as empresas publicas forem muito lucrativas o estado podera reduzir ,ou pelo menos manter, a pressão sobre o meu salário. Mas se as empresas públicas forem ineficientes que vai pagar depois a factura somos nós os contribuintes que poderemos sofrer cargas fiscais para financiar o Estado. Não é assim que pagamos a factura da TVM, RM etc?

Alias num jornal domingo de umas semanas atrás em primeira pagina denunciava esquemas de drenagem de bilões na mCel...o nosso dinheiro esá a ser roubado e a nossa empresa esta a ser sabotada.

Para o caso da mCel...pela forma como as coisas estranhas estão a acontecer até parece que ela mesma esta a colaborara para que "tudo fique bom". Parece que a mCel está interessada em reduzir sua visibilidade, protagonismo e ceder os espaço de imagem a concorrentes. Porque? Para que? Tomara que eu esteja enganado...mas com tantas "coincidencias em série" até um ignorante não precisa fazer esforço para começar a ver gatos em vez de coelhos. Aliás ja é tema de muita papo na rua e no chapa....

A CARTA DE UM TRABALHADOR DEFRAUDADO

MCEL, é uma grande empresa não ha dúvidas quanto a isso, só não vê quem não quer e quem faz questão de estar cego! Não sou nenhum entendido da matéria mas segundo informações que tem sido veiculadas pela imprensa, dizem a Mcel ser uma das únicas empresas Moçambicanas capaz de se locomover com seus próprios membros.
Sou membro desta família que se quer cada vez maior, não só por fazer uso dos seus bons serviços mas também por fazer parte do seu quadro de colaboradores, defacto sou um indivíduo de uma sorte impar entre tantos milhões de Moçambicanos, tenho a agradecer a Deus por estar ouvir as minhas preces, muito OBRIGADO.
Primeiro permitam tecer alguns comentários como cliente e colaborador desta ilustre empresa maior operadora de Moçambique e provavelmente uma das que mais lucro faz na região austral. Como cliente confesso que sou um fan incondicional da Mcel razão pela qual uso os seus serviços a 7 anos e nutro nisso algum orgulho e sentimento patriótico, contudo penso que a Mcel está a prestar péssimos serviços no verdadeiro sentido da palavra não sei porque razão, chego até a pensar que chegaram num patamar em que menos um cliente ou dois não fazem falta ou já se aperceberam que o Moçambicano é um escravo do sofrimento, sabem que mesmo tendo problemas técnicos que afectem o fornecimento dos serviços durante um mês os seus clientes não os largarão, tenho a dizer MUITO CUIDADO SENHORES ADMINISTRADORES COM A COMODIDADE,está mais que provado que os clientes gostam de coisas novas é só preciso que alguem os leve a conhecer o novo. Falo não só na qualidade de cliente mas também como um patriota ferveroso que sou. To em crer que a Mcel já se apercebeu da agressividade da concorrente, confesso que já to a ser tentado a experimentar os serviços deles e como sabem a primeira imprensão é que nos marca imaginem que sou bem atendido, quantos amigos tenho, para não falar de familiares e conhecidos, pensem o quão a minha ida a concorrente pode influenciar os outros, provavelmente voçes nem se apercebam devido a grande família de clientes que tem, mas mais uma vez CUIDADO DE GRÃO EM GRÃO A GALINHA ENCHE O PAPO.
Como cliente estou saturado dos nºs inválidos, network busy; ligue mais tarde; disligue telefone e volta liagar; estamos com problemas de sistema; compro uma recarga porque tenho algo urgente para resolver ou comunicar e não posso usar pois a recarga espera activação ou recarreguei e o valor não foi acreditado na minha conta e se for de noite “queira por favor aguardar até amanhã apartir das 8:00h iremos repor o valor” POR FAVOR!!!!!!!!!!!!!! Não preciso dizer que isto tira do sério, até o PAPA seria capaz de proferir palavras obscenas num momento destes. Na qualidade de cliente não me interessa o porquê destas situações, interessa-me sim ter um serviço de qualidade pois pago para fazer uso e por aquilo que se paga a que se fazer exigências! Muita pena em Moçambique não haver uma liga ou instituição que protege os direitos do consumidor ou faz controle de qualidade, caso exista não se faz sentir o efeito, a empresas como a Mcel e outras que veem este aspecto como secundário preocupando-se apenas com lucros a qualquer custo podem dar-se por feliz. Mas mais uma vez o Moçambicano está a acordar, está a ficar cada vez mais letrado e decerto que isto está em contagem regressiva. Aproveitem que o tempo das vacas magras se aproxima.

Como trabalhador da Mcel eu aprendí a compreender estes problemas e a resolve-los, nem todos pois estou numa posição de elo de ligação entre o cliente e a empresa, sou o pára-choques da ilustre Mcel. Sou aquele que nunca tem palavra na empresa, aquele que é marginalizado, aquele com o pior salário, aquele que estão a procura de afastá-lo da empresa ou seja entrega-lo a um consorcio pois aumenta o nº de colaboradores, sou aquele está sobre pressão de ameaças ao mais alto nível, eu sou, eu não sou ninguém, sou o lixo da Mcel. Frustração é o resumo do ser dos atendedores da linha de cliente, mas nós é que procuramos este emprego e temos que nos submeter a estas condições enquanto não arranjamos algo melhor, decerto essa é opinião dos recursos humanos.CC TEAM, dont you sleep! Sei que ha muitos na sorna, que se contentam com pouco e só veem ” mcel linha do cliente fulano X com quem tenho prazer de falar” com o mísero salário.



Exmo Senhor Director Benjamin
Perdoa-nos pela ousadia,mas esta é a única maneira de fazer chegar o nosso pensamento sem correr o risco de ser perseguidos e ser “persona no grata” e confessamos que nutrimos muita admiração pela sua pessoa, sua simplicidade porém achomo-lo um líder que não está cometido com a causa dos seus subordinados se não com dos administradores da Mcel, quero acreditar que o Director tenha bons planos, provavelmente os seus superiores não estão a deixar trabalhar como devia ser. Nós precisamos de alguém que defenda os nossos interesses, não só do patronado, quero deixar bem claro que não existe nenhuma guerra no CC apenas algumas incompatibilidades que talves se ouvesse explicação ja teriam sido perfeitamente compreendidas.
Permita-nos Senhor Director saber qual o critério que foi usado para aumentar o nº de chamadas de 4000 que já são muitas para 5000? Senhor Director nós trabalhamos para poder sobreviver,mas o que esta a acontecer neste momento é que nos vivemos para trabalhar, mesmo nos dias de folga estamos no CC, humanamente falando acha isso correcto? Senhor Director porque a direccção só se preocupa em aumentar o incentivo, nunca o salário base, o incentivo é um valor que a qualquer momento nos pode ser retirado. Nós não estamos preocupados com o incenivo, o que nos preocupa mesmo é o salário base que é uma lastima, péssimo como nunca e inadimissível numa empresa que lucra como a Mcel Convido ao senhor Director a analisar esta situação que nos preocupa muito. Senhor Director o porquê da inflexibilidade quando se trata de resolver questões relacionadas com CC, se a memória não me trai o senhor também é responsável pelo grupo das lojas e que eu saiba já se fez um reajusto salarial, porque o CC é marginalizado? Senhor Director No CC não se vive um bom clima de trabalho, convido-o também constatar esta situação deplorável, ameaças constantes aos trabalhadores, estamos a falar de pessoas que são movidas de sentimento, não de máquinas emplementadoras, convido-o a rever as formas de repreensão que são questionáveis e não existe nada de pedagógico nelas, que saibamos a repreensão leva consigo a função pedagógica. Aliás esta situação de clima de tensão foi provocada pelo senhor Director, com todo o respeito que lhe é devido, não existe pior coisa que uma equipa olhar o seu lider como alguem alheio aos seus problemas, sentimentos, isso é de todo muito péssimo, pois há uma desacreditação da sua pessoa e suas acções. Uma mudança de postura precisa-se senhor Director, não estão em caausa as suas qualidades pois já nos provou que é capaz de mudar a situação para melhor. Felicita-lo pelo trabalho que fez para que houvesse uma reduzida drástica de chamadas abandonadas muito embora isso não tenha sido acompanhado de um salário justo ao trabalho que se faz e sabemos que o Director sabe-lo muito bem. Aproveitar dizer ao senhor Director que a explicação do porque dos trabalhadores CC e lojas não poderem receber mais bonus anual apartir do próximo ano não ficou clara, pois segundo a explicação temos outros departamentos que recebem incentivos como o corporate, corrija-nos caso estejamos errados, mas a verdade é que paira-nos essa grande dúvida. Temos em mente que a empresa não tem nenhuma obrigação de dar bónus aos trabalhadores fa-lo de boa vontade mas caso o faça que dê a todos sem nenhum tipo de descriminação pois isso não é saudavel para o ambiente de trabalho pois aparenta haver trabalhadores com mais importância que os outros e que se saiba nos formamos um efeito de sinergia, somos um sistema em que os elementos estão interligados. Caso analise o salário dos outros departamento corresponde ao nosso salário base e incentivo creio que nunca tenha analisado a situação deste modo.

À ADMINISTRAÇÃO DA MCEL
Acho muito bom que a empresa invista na sua imagem, e abrace causas sociais, aliás a empresa deve dividir os lucros com a sociedade. Penso que deviam olhar também para os vossos trabalhadores, não só pagar muito dinheiro aos músicos, fazer grandes publicidades, fazer grandes patrocínios e fazer grandes espectaculos para vender uma imagem que já é muito boa, pensem também nos vossos trabalhadores afinal de contas eles que é fazem esses rios de dinheiros que são no meu ponto de vista pessimamente distribuidos, pensem especialmente no salários dos trabalhadores pára- choques (lojas e linha do cliente), sem querer de alguma maneira dizer que os outros sectores são menos importantes mas porque esses sectores são os que detém o salário mais baixo, isso não é segredo. Senhores administradores não vão bem os de frente se os de trás vão mal e isso reflecte-se na prestação de serviços. O que vale ter uma grande imagem fora se os fazedores dessa imagem vivem de sopas, e o dia de salários é o mais triste que enfrentam no mês? preocupam-se mais com aparências, comprar carros novos de luxo de preferência o último grito para empresa que na sua maioria ficam estacionados no parque, mudar de imagem, isso não ajuda a empresa a crescer de modo algum, invistam em computadores novos e de ultima geração para que possamos responder às exigências do cliente que mete dinheiro na empresa. Constatem com vossos próprios olhos os computadores que foram montados na loja do shopping da baixa, sinceramente!!! Mais uma vez pensem nesse tipo de administração, será isso mesmo que procuram?! Equipem o IT,CC, BILLING, LOJAS, com material moderno para que haja rapidez e eficiência que é um grande dêfice na nossa iluistre Mcel, procurem melhorar a qualidade de rede, a rapidez do processamento do nosso sistema que é péssimo falo com conhecimento de causa.
Caros administradores pautem também pela meritocracia na empresa, como é que se explica que na loja do shopping tenham trabalhadores com falta de experiência, não seria o CC o melhor sitio para recrutar trabalhadores com experiência naquele tipo de serviços? existe alguem mais preparado que um trabalhador do CC no que tange a conhecer o sistema e dar informação ao cliente? São mesmo questionáveis o métodos de incerssão mas creio que um dia darão valor ao mérito. Quero acreditar que não existem empresas que não tenham problemas de administração mas esse tipo de problemas que são aqui relatados não são do nível duma empresa grandiosa como a nossa. Não me interpretem mal não quero suscitar nenhum tipo de descontentamento contra a administração da Mcel, mas este foi o único meio de fazer chegar a mensagem de um trabalhador fatigado que chega sempre cansado sem tempo para amar as pessoas que tem ao lado, dedicado quase nunca compensado.
Espero que esteja a contribuir para uma mudança positiva nesta grandiosa empresa, sei que muitos devem estar a dizer que este tipo é um descontente que quer minar o clima ou desacreditar a direcção mas creio que tudo que aqui está escrito é o mais puro e infelizmente vive-se na Mcel no departamento customer care (CC), só não vê quem não quer. Quero desde já pedir as sinceras desculpas se tiver de alguma maneira ferido sensibilidades de alguém, foi de todo sem intenção,mas que precisava dizer isto precisa é que tudo tem o seu estado de ebolição este foi o meu estado.
Aos judas e lambe botas do CC, esses lhes desejo sucessos! e lamber botas não é digno de um homem, por vezes é preciso lamber a bota até ficar bem brilhante a ponto de espelhar-se ai se aperceberão do papel triste que fazem. Mas cada um evolue como quer, continuem a fazer 15h horas de trabalho por dia o que significa 15hx21dias, quando devia ser 8hx21dias, façam os calculos, é defacto assustador tudo por causa de um mísero incentivo, mas um dia terão o que procuram. O homem só dá valor a sua vida quando está prestes a perde-la. Quantos já foram ajudados pela direcção a corrigir problemas de audição, vista, fadiga e mais, por favor quem lembrar-se de algo do género que envie uma resposta este inderesso.PSI: O importante não é procurarem o autor deste desabafo mas sim preocupem-se com o conteudo do mesmo,sei que devem estar a fazer especulações ao invez de resolverem esta triste realidade.Caros colegas não durmam procurem alternativas,está mais que claro que não estão preocupados com o CC e camarão que dorme acorda na frigideira bem torado!quem quiser trocar impressões poderá faze-lo através deste correio electrónico: frustradomcelcc@gmail.com.br

sábado, 21 de junho de 2008

Alienação de 20% da maior operadora de telefonia móvel

O Estado moçambicano pretende alienar 20 por cento do capital da empresa pública de telefonia móvel de Moçambique, mCel, a maior do país, indicou o presidente do Instituto de Gestão das Participações do Estado, Daniel Gabriel. De acordo com o responsável pelo instituto que gere as participações do Estado nas empresas, citado pelo semanário moçambicano Savana, está a ser elaborada uma proposta nesse sentido mas "ainda não há nada de concreto sobre a operação", O semanário adianta que "parte substancial das acções" poderá ficar nas mãos de "um grupo dirigido por jovens herdeiros da nomenclatura", numa alusão a figuras do partido no poder em Moçambique desde a independência, a FRELIMO. Questionado sobre os detalhes do negócio, Daniel Gabriel escusou-se a revelar alegando ser "contraproducente avançar dados que ainda não foram definitivamente avançados". Recentemente, o Grupo Whatana, uma holding criada de raiz por dois jovens moçambicanos, Malenga Machel, filho de Samora Machel, primeiro Presidente moçambicano, e Nuno Quelhas, tornou-se accionista da Vodacom Moçambique, a segunda operadora de telefonia móvel, detida maioritariamente por capitais sul-africanos. A Vodacom Moçambique é controlada em 85 por cento pela Vodacom da África do Sul, sendo que os 10 por cento remanescentes estão repartidos por igual entre a INTELEC e EMOTEL, entidades à frente das quais estão, entre outras figuras, o deputado da FRELIMO Hermenegildo Gamito e Salimo Abdula, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, representante do Estado no sector privado. A estrutura accionista da Vodacom Internacional é composta pela Telkom SA (50 por cento), VenFin (15 por cento) e o Grupo Vodafone (35 por cento). A Whatana, que actualmente controla cinco por cento da Vodacom Moçambique, num investimento de 10 milhões de dólares, é presidida por Graça Machel, viúva de Samora Machel e actual mulher de Nelson Mandela. Na Whatana, Graça Machel detém 20 por cento das acções, contra 40 por cento de Malenga Machel, seu filho, e os restantes 40 por cento são controlados por Nuno Quelhas. A Whatana possui interesses empresariais nas áreas de consultoria, logística, investimentos e finanças, bem como no ramo automóvel, através da Whatana Auto, uma das empresas que possui uma parceria com a Petromoc para o transporte de combustível de longo curso.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Embaixador da Suécia continua a questionar privatização de Bancos

“Reconheço que houve problemas de gestão de fundos suecos na Agricultura e na Educação, mas o que nos preocupa neste momento é a privatização dos Bancos. É isso que temos estado a discutir com o governo” - Tavold Akesson, Embaixador da Suécia em Moçambique “Os cidadãos suecos têm que pagar impostos e ter a certeza que o seu dinheiro há-de ser bem usado na Ajuda para o Desenvolvimento dos países beneficiários”

O embaixador sueco acreditado em Moçambique, Tavold Akesson, reconheceu na última quarta-feira que “houve de facto problemas de má gestão de fundos na área da Agricultura e da Educação em Moçambique”. Mas “o que mais o governo sueco”, segundo o diplomata daquele reino nórdico, “é a privatização dos Bancos moçambicanos”. Da já muito referenciada má gestão dos fundos suecos na Educação e na Agricultura, Tavold Akesson disse simplesmente: “os cidadãos suecos têm que pagar impostos e ter a certeza que o seu dinheiro há-de ser bem usado na Ajuda para o Desenvolvimento dos países beneficiários”. O embaixador Tavold Akesson fez questão de lembrar que “Moçambique é o país que mais recebe ajuda da Suécia”. Segundo ele, “o pacote monetário que a Suécia dá a Moçambique só pode ter comparação o que o nosso país dá a Tanzânia”. Serve de referência dizer que antes de estar acreditado como Embaixador em Moçambique, o referido diplomata ocupou similar cargo na Tanzânia. Sobre a questão da privatização dos Bancos de quem, sem dúvidas beneficiaram membros da nomenklatura do partido Frelimo e não terão até aqui todos eles liquidado os respectivos créditos concedidos pelos bancos que entretanto foram privatizados ou a que o Estado teve de afectar avultadas verbas para evitar a insolvência que pudesse prejudicar os depositantes, é preciso lembrar que a Suécia, a par de outros países, sobretudo nórdicos , tem estado na linha da frente a solicitar a divulgação da Auditoria Forense ao ex-Banco Austral, entretanto adquirido pelo ABSA e presentemente sob a designação de «Barcklays». As declarações do Embaixador sueco acreditado em Moçambique foram proferidas na palestra, conjuntamente organizada pelo «CEMO - Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais» e «Centro de Pesquisas Sociais do ISCTEM», e sob a proposta: “As Prioridades e Desafios da Política Externa e Desenvolvimento da Suécia para África Austral – O caso de Moçambique”. Os casos referenciados ocorreram durante a vigência do governo de Luísa Diogo no tempo em que o presidente da República era Joaquim Chissano.

De falta de salários a assédio sexual (*)

Da província de Nampula recebemos de um cidadão devidamente identificado a carta que se segue. Leia na íntegra o seu teor: “Venho pela presente falar dos Serviços Distritais da Juventude e Tecnologia do Distrito de Nampula – Rapale Tenho acompanhado desde o ano passado umas cenas muito tristes para os funcionários de Rapale e Anchilo relacionado com a forma do pagamento de salários. Existem neste distrito irregularidades que são do conhecimento da Directora Distrital da Educação, relacionados com a falta de pagamento de salários a alguns professores: 1. Há professores que desde o mês de Agosto até este ano não auferem os seus salários por vários motivos pessoais do Administrativo. 2. Existem professores que não conhecem/recebem o seu valor real processado pelas finanças porque o mesmo Administrativo também faz as suas folhas; 3. Existem casos de professores em Anchilo que desde que o ano arrancou não tem salários e sempre o Administrativo tem versões novas; 4. Para os professores que têm salários para receberem estes tem que fazer deslocações a Rapale e só quando o Administrativo estiver bem é que paga; no mês passado depois de vários telefonemas é que o administrativo chamou os professores e pagou os seus salários; 5. No mês passado houve professores que tiveram apenas 50% do seu salário em Rapale assim como as diferenças do aumento também foi de 50% Há problemas de assédio sexual e provas disto que aqui está escrito procurem saber através das escolas Rapale e Anchilo principalmente. Será que é aquele problema que as pessoas dizem que sempre que as eleições estão próximas há crise de dinheiro na função publica?